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Balonismo

Informações sobre o balonismo

Confira a programação para esta modalidade

A história do balonismo acompanha diretamente a busca do ser humano para chegar ao céu e o desenvolvimento da ciência.

E, segundo relatos desta história, começa com o padre brasileiro Bartholomeu de Gusmão em 1709. O padre, com então 23 anos, foi a Portugal demonstrar ao rei de Portugal João V o seu projeto de aeróstato (aeronaves que são mais leves que o ar). Na primeira tentativa, o balão pegou fogo. Em uma terceira tentativa, o balão atingiu o teto do salão após um voo de 4 metros de altura, aonde foi abatido por guardas que estavam receosos que houvesse um outro incêndio. Mesmo com o sucesso do experimento, a invenção caiu em descrédito e suas experiências foram completamente descontinuadas, uma vez que seu inventor também não deixou desenhos do projeto.

O primeiro voo bem sucedido de um aeróstato foi realizado por Joseph Montgolfier e seu irmão Etiene Montgolfier realizaram na França, 1782. Filhos de um fabricante de papel, inventaram um balão composto de sacos de linho cheio de ar quente. E, em 1783, após diversos outros testes que contaram com testemunhas para relatar o ato, realizaram um voo público, perante a Academia Francesa de Ciências e também contando com a presença do rei da França Luiz XVI. Neste voo, foi realizado como tripulantes um carneiro, um galo e um gato afim de evitar riscos e foi realizado com sucesso. Logo depois, em 21 de novembro de 1783, foi feito um voo tripulado, contando com a participação do físico Jean François Pilâtre de Rozier e do capitão do Marques François Dárlandes. Tempos depois, foi feito um voo de exibição para a população parisiense. Embora os inventores tivessem tido êxito no experimento, eles não conheciam o processo físico que fazia o balão subir.

Pouco tempo depois, um membro famoso da academia francesa, o físico Jacques A. Charles, realizou um experimento com um balão de sede revestido de uma capa de borracha inflado com hidrogênio, gás que há poucos anos havia sido descoberto. Em 1 de dezembro de 1783, Charles conseguiu realizar o voo do balão por mais de duas horas.

O grande problema dos balões até então era a sua dirigibilidade, uma vez que ainda não havia nenhuma forma de definir um meio de direcionamento aos balões. Em 1852, no dia 24 de setembro, Jules Henri Giffard, notável inventor francês, trabalhou em um projeto de um dirigível à vapor. Batizado de Hippodrome, o dirigível fez seu primeiro e único voo em 24 de setembro de 1852, saindo de Paris em direção à Elancourt. Depois, outros modelos de dirigíveis foram desenvolvidos por este inventor. A principal diferença entre um balão e um dirigível é a existência de um propulsor neste último, que confere ao mesmo a capacidade de dirigibilidade.

Porém, mesmo assim, ainda não existia a dirigibilidade completa dos aparelhos, uma vez que não era possível voar contra o vento, uma vez que a potência dos motores à vapor e elétricos (que também já estavam sendo empregados) não conferiam força necessária ao dirigível. E os motores à combustão eram demasiadamente perigosos devido aos balões serem feitos de hidrogênio (um gás altamente inflamável).

Foi com Santos Dumond que esta dificuldade começou a ser superada. O inventor brasileiro foi  o primeiro a desenvolver um dirigível movido a gasolina e que possuía potência suficiente para voar contra o vento orientado por um sistema de pesos e contrapesos para definir a sua direção.

Outra pessoa importante no desenvolvimento dos dirigíveis foi o conde Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin. Ele foi responsável de desenvolvimento de dirigíveis rígidos com estrutura rígida para o transporte de passageiros. O primeiro voo foi realizado em 2 de julho de 1900, com o dirigível LZ-1, na Alemanha.

Além disto, outro fator que importante que ocorreu no período foi a substituição do gás hidrogênio, que é altamente inflamável, pelo gás hélio, garantindo maior segurança aos voos.

O americano Ed Yost inventou em 1953 um balão movido a ar quente, que seria a base para os atuais balões, com um balão que voa com o auxílio de um maçarico.

Há relatos, baseados em uma inscrição em um vaso que atualmente encontra-se em um museu em Lima, pertecentes à povos da civilização de Nazca - que existiu no período de III A.C. e VIII D.C. -, no Peru, que continha a gravura de um balão. Este vaso encontra-se atualmente em um museu em Lima. A existência de um aeróstato naquela época ajudaria a explicar o significado dos desenhos existentes, conhecidos como as "linhas de Nazca" no deserto daquela região. Porém, não há nenhuma evidência mais clara, embora pesquisadores já conseguiram reproduzir um aeróstato com capacidade de voo utilizando materiais encontrados na região na época.

Hoje em dia, os poucos dirigíveis existentes possuem características publicitárias e os balões possuem finalidades recreativas, esportivas e também publicitárias.

O balonismo como esporte

O balonismo é uma modalidade esportiva praticada em grande parte do mundo. O surgimento no Brasil surgiu em 1970 em Araraquara (SP) com Victorio Truffi. Em 1973 houve o primeiro campeonato mundial da atividade, embora os campeonatos já fossem realizados na Europa desde 1963. Com isto, a modalidade ganhou adeptos no mundo inteiro. A Fundação da Associação Brasileira de Balonismo foi criada em 1987 na qual o primeiro campeonato brasileiro da modalidade em 1988.

Hoje em dia, a Confederação Brasileira de Balonismo (http://www.balonismo.org.br) é a entidade máxima do esporte, sendo responsável por coordenar e gerir as atividades de todas as federações associadas. Uma competição de balonismo envolve a realização de diversas tarefas. A conclusão destas tarefas permite ao participante acumular pontos que serão contabilizados ao final da atividade, aonde o que fizer a maior quantidade de pontos será o campeão.

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