CS Ecoturismo

Parapente

Informações sobre o parapente

Confira a programação para esta modalidade

» O que é o parapente?

O parapente é uma aeronave planadora que possui a característica de ser totalmente inflável.
A palavra Parapente vem do francês: – "Para" de Para-quedismo e "pente" de pendente, encosta de montanha ou ladeira.
Já o termo Paragliding é apenas uma variante em inglês que significa "Para" de para-quedas e “Glider” de planar.

» História

A história do parapente está diretamente ligada ao para-quedismo e incia-se com Domina Jalbert que desenvolve e patenteia, em 1964, um para-quedas cujo velame é composto de multi-células, formato este que serve como base para os atuais para-quedas e parapentes. Esta criação foi chamada de "parafoil"

Paralelamente, em 1965, o para-quedista e engenheiro David Barish que inventou e testou um tipo de para-quedas – a velasa – e que chamou de "slope soaring" para o voo com este tipo de vela. O para-quedas desenvolvido por David tinha por objetivo desenvolver fórmulas para o retorno das cápsulas espaciais da NASA para o planeta. No entanto, o para-quedas desenvolvido por David era diferente dos atuais parapentes.
Porém, mesmo com as suas exibições de "planar em encostas", David não obteve sucesso e descontinuou o projeto. Porém, em 1973 ele lançou um dos primeiros manuais de parapente, o Hangliding Manual. Este manual posteriormente serviria de base para outros pilotos efetuarem os seus primeiros voos na época.

Em 1978, os para-quedistas Jean-Claude Bentemps, André Bohn e Gérard Bosson, decidiram treinar os seus saltos com para-quedas com 7 células na colina de Portuisset, na região de Mieussy, na França. Este treino tinha por objetivo a preparação para uma competição e eles pretendiam com o salto na colina economizar dinheiro com o aluguel do avião, dando início ao "Les Choucas", clube de pará-quedismo fundado por Bosson.

O parapente também foi utilizado por montanhistas e alpinistas como uma forma alternativa de descida das suas escaladas, aproveitando a característica de portabilidade do aparelho.

Em 1984 surge o "Dragonfly", para-quedas com 9 células, que mudou o conceito de redução de velocidade que possui o para-quedas para uma forma de voo de planeio. Surge neste momento, uma nova modalidade do voo-livre.
Após, houve a evolução dos equipamentos utilizados até chegarmos aos parapentes atuais, permitindo aos aparelhos voarem nas faixas de ar quente existente acima das nuvens (térmicas).

No Brasil, o primeiro voo foi realizado no Rio de Janeiro pelo suíço Jerome Saunier em 1985 saindo da Pedra Bonita, local onde as pessoas já praticavam o voo de asa-delta.
Dali formou-se o primeiro grupo de pilotos brasileiros, que decolavam da pedra em direção à praia. Porém, como o parapente afundava muito mais rápido que a asa-delta e o voo durava apenas alguns minutos, obrigava os pilotos a improvisar um local de descida em algum ponto do caminho por não conseguirem chegar até a praia – que é o ponto de descida.

» Parapente, para-quedas, asa-delta, paramotor, voo-livre…

Os esportes aéreos possuem características próprias que muitas vezes não são entendidos pelas pessoas em geral.

  • Voo-livre: modalidade esportiva que consiste-se na realização do voo não-motorizado, aproveitando-se das térmicas e dos ventos para a autonomia dos voos. Por serem considerados aeronaves, são reguladas por normas aéreas da aeronáutica no Brasil.
  • Parapente: aeronave planadora inflável que o piloto controla a direção da aeronave com o auxílio de linhas, aonde a pressão interna do ar é responsável pelo controle aerodinâmico.
  • Asa-delta: aeronave planadora feita através de uma estrutura rígida – metal e cabos de aço – responsável pela estabilidade aerodinâmica.
  • Para-quedas: equipamento utilizado para desacelerar uma queda. Possui um tamanho menor que o parapente. Por ser um instrumento que não voa, e sim apenas controla a queda, o para-quedas não é considerado uma aeronave e, consequentemente, uma modalidade do voo-livre.
  • Paramotor: consiste-se em um parapente na qual existe um motor acoplado nas costas do piloto. É uma aeronave, porém não é uma aeronave planadora como o parapente, que pode iniciar sua decolagem de qualquer local e sem a necessidade de deslocar-se para morros, além da independência em relação às térmicas. O paramotor pode ser comparado à uma mistura de ultraleve com parapente e também não é considerado uma modalidade do voo-livre.

» Lift and Drag (sustentação e arrasto) – L/D

É a cálculo da razão entre o deslocamento e a queda do parapente.
Em outras palavras, um parapente com L/D 9:1 efetua um deslocamento de 9 metros e para cada queda de 1 metro. O valor do L/D pode variar a todo instante, pois depende das condições de voo na qual o piloto está enfrentando no momento.

Bons voos!!!

Voo

 
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