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Passo Fundo - curso

Curso de formação de paraquedistas na cidade de Passo Fundo

Informações técnicas:

10000ft
200km/h (média da velocidade máxima)

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O tempo na região:

No aeroclube de Passo Fundo, é possível realizar um curso com o objetivo de tornar-se um paraquedista. O curso de salto livre proporciona ao aluno as técnicas necessárias para realizar todos os procedimentos e identificar e utilizar todos os equipamentos necessários para a realização do salto com segurança. Para participar do curso, não é necessário possuir experiência anterior.

Para quem deseja conhecer um pouco mais o esporte antes de realizar o curso, é possível realizar um salto duplo para conhecer e vivenciar diretamente as emoções deste esporte. Para saber mais sobre o salto duplo, clique aqui.

Sobre curso

Em geral, os cursos seguem metodologias de ensino que permitem ao aluno absorver conhecimento já a partir do primeiro salto. Com isto, o aluno poderá evoluir gradativamente de acordo com os seus conhecimentos técnicos. A altitude do salto varia de acordo com a região e também de acordo com a escola.

Após concluir o curso, o aluno possuirá uma credencial da Confederação Brasileira de Paraquedismo - CBPq, na categoria AI (aluno em instrução).

Em geral, as metodologias utilizadas são:

AFF (Accelerate Free Fall)

Esta metodologia visa com que o aluno aprenda gradativamente as técnicas de salto, englobados em 8 níveis. Durante todo o curso, o aluno estará em queda livre desde o primeiro salto, sendo responsável por acionar o seu dispositivo de abertura do paraquedas.

Primeiro, é realizado um treinamento teórico de 10 horas, que pode variar de acordo com a escola e também com a capacidade de aprendizado do aluno. Tendo cumprido todos os requisitos técnicos de aprendizado das técnicas passadas nas aulas teóricas, o aluno estará apto a realizar os seus saltos, cada um com um objetivo a ser cumprido.

Durante a queda livre, o aluno deverá por em prática todos os ensinamentos devidos ao respectivo nível. Após a abertura do paraquedas, o aluno será auxiliado em sua navegação por um instrutor que ficará em terra através de comunicação por rádio. Após cumprir com todos os objetivos de cada nível, o aluno estará apto a realizar a passagem para o próximo nível. Caso, contrário, os pontos serão repassados e será feito um novo salto para testar novamente o aprendizado do aluno. Em geral, os saltos podem ser filmados, para que o aluno e os instrutores possam efetuar uma análise mais criteriosa do salto.

  • Nível 1. O aluno saltará acompanhado de 2 (dois) instrutores que ficarão durante todo o tempo auxiliando e segurando o aluno através de alças existentes na roupa do aluno até o momento da abertura do paraquedas. O aluno deverá praticar as técnicas de estabilização e também de abertura (“comando”) do paraquedas.
  • Nível 2. O aluno saltará novamente acompanhado de 2 (dois) instrutores, que ainda ficarão segurando o aluno. O aluno deve ser capaz de executar movimentos de rotação em 90º para ambos os lados (direita e esquerda) e movimentar-se para frente.
  • Nível 3. O aluno saltará acompanhado de 2 (dois) instrutores que sairão do avião junto com o aluno, porém, os mesmos não estarão mais segurando o aluno, apenas acompanhando-o durante a queda livre. O aluno deverá ser capaz de estabilizar-se durante a queda sem contar com o apoio dos instrutores.
  • Nível 4. O aluno saltará acompanhado de 1 (um) instrutor que sairá do avião junto com o aluno, mas ficará apenas acompanhando-o durante a queda livre. O aluno deverá ser capaz de executar novamente os procedimentos de movimentação do nível 2, porém, sem o auxílio do instrutor.
  • Nível 5. O aluno saltará acompanhado de 1 (um) instrutor que sairá do avião junto com o aluno, mas ficará apenas acompanhando-o durante a queda livre. O aluno deverá ser capaz de executar giros de 360º para a direita e para a esquerda.
  • Nível 6. O aluno sairá sozinho do avião, porém, será acompanhado à distância por um instrutor. O aluno deverá ser capaz de efetuar um movimento de back loop (como uma cambalhota) e tracking (distanciamento horizontal à outro paraquedista antes do comando do paraquedas).
  • Nível 7 (conhecida como meia série). O aluno deverá sair sozinho do avião e será acompanhado à distância por um instrutor. O aluno deverá executar os movimentos de front-loop (similar à uma cambalhota invertida), back-loop, curvas 360º e tracking.
  • Nível 8 (salto de graduação). O aluno deverá efetuar um salto completo, sem o auxílio dos instrutores.
  • Após graduado, o aluno poderá saltar sozinho. Porém, estes saltos deverão ser sempre monitorados por um instrutor no avião, que fará a análise do equipamento e o local de lançamento. Esta análise será feita até o aluno completar o 25º salto, aonde depois o aluno poderá saltar em qualquer lugar de forma completamente autônoma, mudando a sua credencial para categoria A (atleta).

ASL (Accelereted Static Line)

O ASL possui o mesmo objetivo que o aluno de AFF, porém, com uma metodologia diferente. O curso possui um total de 16 saltos e 3 níveis, sendo o último nível possui diversos subníveis. Todos os saltos o aluno descerá sozinho, sendo orientado por um instrutor que ficará no avião e outro instrutor que estará em terra e comunicar-se-á com o aluno via rádio.

O nome do curso é originado através de uma fita que fica presa ao avião que será responsável pela abertura do paraquedas assim que o aluno descer do paraquedas. Há, para cada salto nível, um conjunto de objetivos a serem cumpridos. O aluno só passará de nível até cumprir com todas as exigências

  • Nível 1 (1º, 2º e 3º saltos). O aluno sai do avião e o paraquedas é acionado por uma fita acoplada ao avião. Neste nível, o aluno deverá apurar a sua posição de saída, efetuar checklist antes do salto, realizar boa navegação com o paraquedas aberto, assim como o pouso.
  • Nível 2 (4º, 5º e 6º saltos). O aluno deverá treinar a simulação do comando. O paraquedas é acionado por fita estática presa ao avião.
  • Nível 3 (mínimo de 10 saltos). Neste nível é realizado o primeiro salto em queda livre. O aluno deverá efetuar a estabilização, o comando do paraquedas e a referência visual do pouso, movimentos horizontais para a direita e esquerda em ângulos de 90º, 180º e 360º, projeção para a frente e também movimentos como back-loop, front-loop. A cada salto, o tempo da queda livre vai aumentando e, consequentemente, a altitude do salto.
  • Assim como no AFF, após a graduação, o aluno deverá efetuar saltos monitorados até completar os 25 saltos para que possa graduar-se na categoria A.

Qual a melhor metodologia?

Esta resposta depende de diversos fatores, como: a sua capacidade de aprendizado, a metodologia que mais combina com a sua forma favorita de aprender, o valor que pretende investir no curso (o ASL em geral sai um pouco mais caro), a disponibilidade de tempo e, também, a disponibilidade da metodologia na escola que pretende realizar as aulas (em geral, as escolas oferecem ambas metodologias).

Deve-se pesquisar bastante e aproveitar para conversar com os instrutores das escolas para verificar qual metodologia corresponderá melhor ao seu perfil.

Dúvidas comuns

1 - Qual a idade mínima para a realização do curso?
R: A idade varia de acordo com a escola. Em geral, algumas escolas aceitam alunos menores de idade e outras não. As escolas que aceitam menores geralmente solicitam que seus responsáveis assinem um termo de autorização.

2 - Depois do curso poderá saltar em qualquer lugar do mundo?
R: Algumas escolas também habilitam o credenciamento junto à United States Parachute Association - USPA, que é a associação americana de paraquedismo. A credencial desta entidade possui abrangência internacional, permitindo que sejam efetuados saltos em qualquer lugar do mundo.

3 - Existe alguma limitação de peso?
R: Em geral, os equipamentos aguentam uma grande carga de peso. Porém, existem algumas restrição para pessoas com mais de 95 Kgs. Mas, esta variação de tolerância de peso varia de escola para escola. Portanto, verifique com cada escola qual o limite aplicado para ela.

4 - E se o aluno desmaiar?
R: As chances de desmaiar são extremamente baixas devido ao alto nível de adrenalina e outros hormônios estimulantes que são liberados durante o salto.

5 - E se o paraquedas não abrir?
R: O aluno irá saltar sempre com um paraquedas reserva. Em caso de falha do paraquedas principal, ele acionará o reserva. Em última instância, caso o aluno esteja em queda livre em uma determinada altitude e não tiver acionado o paraquedas, um sistema, o AAD, abrirá o paraquedas automaticamente.

6 - Qual o risco de pousar em cima de um fio da rede elétrica ou uma casa?
R: Em geral, as áreas de prática de voo livre são proprícias devido à grande área livre para manobras sem obstáculos. Além disto, tanto o paraquedas principal quanto o reserva são totalmente dirigíveis, permitindo um nível de precisão muito grande, tornando bem difícil esta possibilidade quando o aluno está navegando o paraquedas.

7 - Como é o pouso?
R: O pouso geralmente é bem suave, pousando em pé. Com o aprimoramento das técnicas de aprendizado e com a prática, o aluno aprenderá a realizar pousos cada vez mais precisos e suaves.

8 - Existe o risco de um vento levar para longe do local do pouso?
R: O salto nunca é realizado com ventos fortes. Além disto, o salto sempre considera uma pequena margem de deslocamento. E, como o paraquedas é totalmente dirigível, é possível utilizar as forças a favor e contra o vento para aproximar-se da área do pouso.

9 - E como é a pressão e falta de ar durante o salto?
R: A altura do lançamento é, no máximo, de 10.000 pés, o que equivale a 3.048 metros de altitude. Esta altitude é menor do que muitas cidades da região das cordelheira dos Andes. E o tempo de exposição à altitude é muito pouca, fazendo com que seja praticamente imperceptível os efeitos da altitude. A respiração é feita normalmente.

O acesso ao aeroclube de Passo fundo é realizado através da BR 285, que vai de Araranguá (SC) até São Borja (RS).

Sentido São Borja, após passar pela entrada da cidade

Após passar pela entrada de acesso da cidade, no encontro com a RS 153 e próximo à Universidade de Passo Fundo, continua-se pela BR 285. 11,5 quilômetros depois, haverá o encontro com a RS 324, aonde deve-se continuar adiante. 5 quilômetros adiante, haverá à esquerda uma estrada de acesso ao aeroclube, com uma pequena placa indicativa de acesso. Como se trata do início de uma curva e a conversão é proibida neste local, deve-se seguir adiante e procurar um local permitido para efetuar o retorno e entrar na estrada de acesso. Entrando na estrada de acesso, siga por mais 2,3 quilômetros para chegar até o aeroclube.

Sentido Araranguá antes de chegar na cidade de Passo Fundo

Do entroncamento com a BR 386, siga pela BR 285 por 24 quilômetros. Atento às entrada de diversas propriedades existentes, haverá uma entrada ao lado direito com uma pequena placa indicativa sinalizando a entrada do aeródromo, em uma estrada de terra. Siga nesta estrada por 2,4 quilômetros até chegar no aeroclube.

Observações:

O aeroclube é somente o local da decolagem. A região do pouso é em uma área próxima ao aeroporto. Além disto, é necessário verificar o local de treino e preparação antes de entrar no avião, que geralmente é realizado na sede da operadora.


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Informações complementares



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Total: 1 comentário(s)

Ismael de Brito em
Bom dia Amigo, Qual é o valor para realizações destes cursos ?
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